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sábado, 21 de janeiro de 2012

 As batidas daquelas musicas faziam meu corpo se movimentar por si só. Não sei se aquela empolgação era efeito da pouca ou muita bebida, já nem lembrava  o quanto eu consumi. Me sentia bem, livre (...) parecia aquelas garotas que dançam em frente ao espelho do seu quarto. Não, não queria me exibir, só aproveitar a sensação de estar leve. Todos me olhavam e aquilo não me intimidava, nem o olhar daquele que tantas vezes desejei fazia diferença. Bebia, dançava, enlouquecia e esquecia que antes de estar ali eu sofria por motivos que me deixavam imoveis, sem batidas, quase morta.

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